Essa expressão é bastante usada quando queremos dizer que uma pessoa é hábil para determinada coisa (cobrar/exigir), mas não usa essa mesma habilidade a favor próprio.
Pois bem o Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte demonstrou como não se deve gastar o dinheiro público, ao adquirir no ano de 2008 um prédio pelo valor aproximado de R$800.000,00 (oitocentos mil reais), abandonando-o sem qualquer manutenção logo após a compra. O Jornal Tribuna do Norte informa que o atual Procurador Geral do Estado respondeu que o prédio nunca foi utilizado “porque após a compra não foi possível obter o alvará de funcionamento da Prefeitura de Natal. Além de não ter equipamentos para acessos aos portadores de necessidades especiais (rampas), o prédio também não tinha o espaço mínimo exigido por lei para vagas de estacionamento em imóveis não residenciais e voltado para o atendimento ao público.” ( http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/mpe-instaura-procedimento-para-apurar-irregularidades-com-imovel-abandonado/277132 ); como assim? Essas observações não deveriam ter ocorrido antes do MP realizar a compra?
Abandonado o prédio virou ponto de usuários de droga, moradores de rua e criadouro de mosquitos da dengue. O que mais chama atenção nessa noticia é o descaso com o dinheiro público por parte daquele que tem o dever legal de fiscalizar e combater esse tipo de gasto público.

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